Compositor: Manuel Carrasco
Eu sou o grito do menino
Que, faminto, chama sua mãe
A formiguinha que, na areia
Carrega o peso da sua dor
Sou o que ninguém entende bem
Eu sou o copo vazio
À espera de se encher
Sou o que você quiser que eu seja
Mas nunca acredite
Que eu vou me render
E eu
O prego que não dá pra fincar
Um carinho prestes a explodir
Um a gente se vê por aí, amor
Um piscar de olho num bar qualquer
Eu sou
O inimigo da inveja
O que se dá não se tira
A mentira e a verdade
Eu sou o grito do menino
Que, faminto, chama sua mãe
A formiguinha que, na areia
Carrega o peso da sua dor
Sou o que ninguém entende bem
Eu sou o copo vazio
À espera de se encher
Sou o que você quiser que eu seja
Mas nunca acredite
Que eu vou me render
E eu
Um pobre coitado que não vê
O que nos outros sabe apreciar
A raiva que te virou do avesso
O brilho que emana do seu olhar
Eu sou
Dos covardes, o mais valente
Que semeando a semente
Vai crescendo mais e mais
Eu sou o grito do menino
Que, faminto, chama sua mãe
A formiguinha que, na areia
Carrega o peso da sua dor
Sou o que ninguém entende bem
Eu sou o copo vazio
À espera de se encher
Sou o que você quiser que eu seja
Mas nunca acredite
Que eu vou me render
E se eu sou um lamento
Em um fandango quebrado
É que dói em mim
Te ver amando outro
E assim
Eu deixo passar
E se eu sou um lamento
Em um fandango quebrado
É que dói em mim
Te ver amando outro
E assim
Eu deixo passar
E se eu sou um lamento
Em um fandango quebrado
É que dói em mim
Te ver amando outro
E assim
Eu deixo passar
E se eu sou um lamento
Em um fandango quebrado
É que dói em mim
Te ver amando outro
E assim
Eu deixo passar