A La Sombra De Una Higuera (tradução)

Original


Manuel Carrasco

Compositor: Manuel Carrasco

Meu povo selvagem não tem nome
E, se tivesse, eu pintaria
Com o coração numa pinceladinha
Com as cores da figueira
Pra que os homens se apaixonem por mim

Meu povo selvagem não tem nome
Mas todo mundo sabe como ele se chama
Vai com a maré, se veste de praia
Te dá seu amor e se arruma
Quando entardece, com suas cores

Meu povo selvagem não tem nome

E ali está a dor de um marinheiro
E os nós mais sinceros
Impossíveis de desatar

E ali aconteceu o que ninguém tinha escrito
Nos sonhos de um menino
Que cresceu no seu carnaval

Meu povo selvagem tem sua origem
E não existe forma de descrevê-lo
Porque é tão profundo esse sentimento
Que é até mais forte que um regimento
Vem de um bairro que não se rende

Meu povo selvagem não se acovarda
Sempre foi valente nas adversidades
Ali estão as pessoas que eu mais amo
Por isso, não esqueço, sempre lembro
Que, na raiz, está o essencial

Meu povo selvagem não tem nome

E ali, cresceu
À sombra de uma figueira
A semente de uma mulher da ilha
Que um maremoto formou

E ali, não há mais
Que o amor que não se escreve
Que nem se canta nem se diz
Mas é maior que o mar

Meu povo selvagem é o que me move
Meu povo selvagem é um sentimento
Meu povo selvagem não tem nome
Mas, se você me escuta, sabe o que eu penso

E não preciso entender
É algo tão profundo
Vem do mundo
Que não se pode tocar nem ver

Água, vento e sal no meu ser
E me dá aquele olhar
Que me mata, que me mata
Quando te vê

O olhar que me mata, que me mata
Me dá aquele olhar
Que me mata quando te vê
Me dá aquele olhar
Que me mata quando te vê

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